A comédia não é uma coisa que costuma me atrair, sim, sou uma sorridente constante, e uma piadista (de quinta categoria, porém piadista), do tipo que “perde o amigo, mas não perde a piada”, ou como diria minha mãe, em se tratando de mim, “perde o namorado, mas não perde a piada”, mas o conceito de comédia geral me parece tão entediante.
Os filmes, as peças, os quadrinhos, às vezes fazem pessoas chorarem de rir, e quando vejo isso é que me acho, realmente, mais estranha, e penso, que meu bom humor não é excitado da mesma forma que o das outras pessoas. Eita, bom humor exigente, hoo, orgasmo de gargalhada insana, difícil de alcançar.
Para mim a graça está nas pessoas reais e nas situações reais, e descobrimos aí que a ficção é ficção, por mais que se confunda, quase que regularmente com a realidade.
Aquele meu sorriso de cantinho da boca, com certeza é minha maior e mais verdadeira gargalhada.

Ah um bom tempo sem dizer nada com as palavras transpostas, porém com os pensamentos forçando para o lado de fora. Um deles, com frequência, vem e toma a frente do turbilhão, para assim poder latejar mais na minha inquieta cabecinha.
E são os tão comentados heróis, comentados não, citados, porque a palavra é mais utilizada sem estar acompanhada do seu real significado.

O “herói” que, deveria ser, inerente ao sinônimo de admiração e exemplo por práticas que enriquecem a sociedade e a induz a atitudes semelhantes ou tão boas quanto, onde está ele?
A palavra foi, realmente vulgarizada. Até o Bial usa o termo para se referir aos Brothers do BBB. É, agora as pessoas são considerados heróis por ficarem confinados em uma casa, expor sua intimidade e e se submeterem a tarefas ridículas para ganhar 1.000.000,00 de reais.
Herói em seu sentido contemporâneo: egocêntrico?
Certa é a carência de heróis no Brasil, isso é amplamente visível. O camarada que faz um lindo gol, a mocinha da novela das oito, o vencedor do reality show, os que dizem que não sabiam de nada…
Todos esses são considerados herois para o povo Brasileiro, dá para ver quão tamanha é a sua necessidade de admirar, não selecionam mais nem o que é digno desse, que deveria ser, um sentimento nobre, ele também já foi vulgarizado.

Em certos momentos torço para não ser famosa, na verdade penso que ninguém em sã consciência quer ser famoso, mas realmente aspira o sucesso.

Sim, fama e sucesso são coisas distintas!

Digo que não quero fama, principalmente, porque ela vem sempre carregada com alguma coisa que não é diretamente ligado ao que somos.
Podem reparar, quando um ator ou um político novo surge, e por um acidente do destino, esse novato já tem alguém conhecido da mídia, que carrega seu sobrenome e/ou a sua feição, sempre tem alguém que faz questão de lembrar da familiaridade.

É complicado formamos uma carreira sem termos nosso nome ligado a um outro acontecimento, que é de conhecimento significativo, para um determinado público.

O mais conveniente seria ser filho de chocadeira.

E essa verdadeira “falta do que falar”, não acontece somente quando há uma ligação familiar, o pior é quando se é lembrado por ter participado de um reality show de merda, e sempre antes do nome do ser, aparece aquele EX seguido de hífen.

Na verdade ninguém disse que construir uma carreira era fácil, e com certeza, não seria tão prazeiroso se o fosse. Mas uma coisa é visível, não devemos começar a construí-la tendo como degrau inicial a fama, esse degrau não tem-se mostrado muito resistente.


A uns dias li uma matéria na seção de moda do site Terra, que comentava sobre os trajes das primeiras-damas que mais chamam atenção no momento. Carla Bruni, casada, desde de janeiro de 2008, com o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, e Michelle Obama, que devera assumir, oficialmente, seu posto no próximo dia 20, quando Barack Obama se tornará o mais novo presidente dos Estados Unidos.

Bom em geral gosto de moda somente como hobby, porém o que me chamou atenção, nesta matéria e que por uma rara vez em uma seção de moda, foi utilizado como exemplo duas mulheres que de fútil não têm praticamente nada.

Carla Bruni estudou na Suiça e na Universidade de Sorbonne, embora tenha sido internacionalmente conhecida pela sua carreira de modelo e cantora. Michelle Obama formou-se em sociologia pela Universidade de Princeton e em 1988, terminou a Escola de Direito da Universidade de Harvard.

Ou seja, intelecto essas mulheres têm, o que faz com que classe que ainda conserva dentro de si um sentimento feminista, tenha orgulho em saber que representantes como estas estejam em destaque na mídia mundial.

Na minha opinião, a duas representam o modelo de mulher moderna que foi sonhado pela classe feminista, principalmente, nos intensas queimas de soutien dos anos 60.

Ambas, aparentemente, conseguem conciliar, de maneira equilibrada: maternidade, vida conjugal, inteligência e vaidade. De forma a dificultar um rótulo barato e ostensivo, por parte da mídia.

O fato de mulheres desta estirpe estarem em contato direto com a política de grandes potencias mundiais, amplia a oportunidade e o interesse da participação feminina direta na administração de suas nações.

Além de servirem de exemplo para certas primeiras-damas, que tem como maior ocupação a plantação de sálvias em formatos “diferentes”, no jardim do Palácio da Alvorada.

Esse foi o ano que realmente descobri que o tempo PASSA. E não digo passar de, dar
uma passadinha, digo passar, no sentido de correr, voar!!

Essa não é uma descoberta muito feliz, a não ser que, levemos em conta que com o tempo vem a maturidade que é uma virtude muito…benéfica!?

Não costumo falar, diretamente, sobre mim aqui, mas tenho que dizer que esse ano para mim foi um período de muitas descobertas.

Descobri que:

Aqueles que pensávamos ser invencíveis, na verdade são humanos assim como todos;

Heróis existem, mas não são perfeitos;

O melhor de ter um objetivo é a jornada para chegar até ele;

Modéstia é tudo;

A liberdade é conquistada;

Saudade existe, mas não mata;

Pessoas de personalidade me conquistam sem grandes esforços;

Não sou tão curiosa quanto deveria;

Não gosto tanto dos humanos quanto deveria;

Eu ainda não tenho talento;

Têm algumas pessoas que acham que eu escrevo bem; =D

O Raul Seixas estava certo quando pediu para moço do disco voador levá-lo;

Votar é difícil sim;

Ser esquisito é muitas vezes ser inteligente;

E mais um monte de coisas, afinal, sou do tipo que acredita que estamos na terra para descobrir, só não me pergunte ‘o que?’.

Bom no fim das contas, Feliz Ano Novo para todos e muita saúde!

Tá Bom, todo mundo sabe que o presente não é o mais importante do Natal, que os comerciantes se aproveitam, também, dessa data para fazer com que compremos adoidado, até em ano de crise econômica mundial.

Mas fala, quem não gosta de ganhar um presentinho ?
Na minha opnião, o presente que recebemos de alguém reflete o quanto essa pessoa conhece sobre você.
Uma prova disso são aqueles amigos secretos da repartição, que aquela pessoa que você nunca fala acaba te tirando no sorteio e o presenteia com um maravilhoso par de meias… e pretas, ainda, que você detesta, pois te dão chulé.

É só comparar, com o presente que a sua mãe te dá, melhor ainda quando ela pergunta o que você quer ganhar, justamente por saber que você é uma pessoa difícil de agradar.
Bom por isso prestem atenção no presente que você vai ganhar, pois poderá descobrir que quem você pensa que te conhece pode não te conhecer.

Ahhh a liberdade, que coisa mais desejada! E por mais que a desejamos tanto, sempre estamos inconscientemente presos ao oposto dela.
O ser humano tem a estranha e pequena mania de se prender à coisas tão fúteis, as vezes as materiais e as vezes ao seu próprio semelhante (que na verdade não se diferencia muito da companhia exaustiva do próprio eu).
O maior exemplo disso são as mães, elas acham que só porque ficamos nove meses na barriga delas eles podem ficar grudadas em nós o resto da vida, e fazem o maior drama para não ficarmos longe delas.

Mesmo que às vezes elas disfarcem e se fazem de mães liberais, não é difícil desmascará-las, na verdade tudo isso é tática para que elas possam jogar na nossa cara, na hora que descobrimos o disfarce, que elas não são a típica mãe. Sabemos, né?
Claro, as amamos, mesmo assim!
Mas mães, não há motivos para toda essa possessão, somos tão humanos quanto vocês e pensem, fazemos vocês passarem raiva, tiramos notas baixas, fazemos vocês gastarem a maior parte do SEU dinheiro com nós, tiramos seu sono toda a noite que saímos, enchemos suas cabeças com nossas conversas e sonhos surreais…

Enfim, não há motivo para tudo isso, mas confesso, penso que não nos sentiríamos filhos se não fosse esse estranho jeito de amar.
Mas também não sei se não se sentir filho é bom ou não!

Hoje estava tomando um sorvete de tamarindo e me lembrei de que antes eu só tomava o de chocolate, mas dessa vez pedi de outro sabor.
E percebi com esse acontecimento corriqueiro, que as vezes somos tão seguros e acostumados com algumas coisas que acabamos tendo medo de ousar, mas sem percebermos ousamos.
Pensei nos meus amigos, que agora não vou mais ver todos os dias(pois já entrei de férias e terminei o Ensino Médio), e me perguntei será que isso não é uma ousadia forçada e natural da vida?

Lê-lo é inexplicável, relê-lo é um êxtase certeiramente prazeiroso.

Um autor com tantas facetas em apenas uma história, ou seriam tantos despertadores de sentimentos, que são verdadeiras antíteses? (agora sim, aprendi: o requisito básico para me render aos braços castos das palavras de um escritor).

Suas palavras tão comuns e cotidianas, quando se tornam realmente “suas” adquirem uma beleza particular e incomum, que antes mesmo de chegar a seu ponto final já deixam lhe sem folego.

Uma falta de ar que nos faz pensar, não!, que nos faz deixar o pensar de lado e nos torna todo emoção.

Uma vírgula pode trazer, um dia ganho ou a certeza de que a beleza ainda existe em meio a tantos detritos desagradáveis e um parágrafo pode ser o início da eternidade desconhecida…

No sinal vermelho:
- Oi, você por acaso cursou o ginásio no colégio Santa Maria???
- Sim, você estudou lá também???
- Eu sou o Caio, o garoto gordinho que sempre pedia cola pra uma garota chamada Ana, que se não me engano é você.
- Sou eu sim.
O sinal abre:
- Foi bom revê-lo, Caio!
- Igualmente.
Ana seguiu em frente, logo esqueceria do antigo colega que vira. Caio virou a esquerda e logo parou, guardaria para sempre o rosto de Ana em sua memória.

Obs: Só postei esse pequeno texto porque ele foi elogiado pelo meu querido professor de redação, o Sérgio, que provavelmente não lembra de te-lo lido, mas tudo bem, fiquei super feliz com o elogio!

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