Não se pode negar que, embora a banda Los Hermanos já tenha “acabado”, deixou um legado discográfico bem peculiar para a música brasileira.

Entre o rock vibrante do disco homônimo de 1999, até a suavidade de “4″, o último em estúdio, rolou muito desapego crítico, experimento e desenvolvimento musical.

Completa, neste ano, dez anos de gravação o primeiro disco; é dele que eu venho dar um parecer.

Amo todas as gravações desses cariocas, mas o Los Hermanos – 1999, faz meu coração dar aquela coisa, além de ser o mais pesado, o que acaba agradando minha forte veia rock’n'roll. Apesar dos fãs mais fervorosos, o desconsiderarem um pouco, devido ao fato de ter sido o mais vendido e ser composto pelo eterno hit, “Anna Júlia”.

Com letras que remetem a um espécie de ultra-romantismo em contraposição as guitarras um tanto quanto pesadas, o inteiro do disco se torna um pouco difícil de rotular, característica que acabou marcando a própria banda, não só nos álbuns.

Rapidez, revolta, romantismo: são algumas coisas que se sentem do primogênito dos Los Hermanos.

E alimentando meu feminismo, podemos dizer que o tal, não deixa de ser uma verdadeira prova de que os homens não vivem sem as mulheres, mesmo com todos os infortúnios, que às vezes elas trazem.